O Fim do Jeans que Agride o Planeta?
Durante décadas, a produção de jeans foi sinônimo de desperdício e poluição. Mas uma nova geração de designers e executivos está virando essa página. Marcas como Levi’s, H&M e a brasileira Farm estão adotando processos que reduzem o uso de água, químicos e energia. ‘O consumidor não quer mais comprar uma calça que custa R$ 50, mas destrói um rio inteiro’, afirma a consultora de moda sustentável, Ana Paula Almeida.
A Tecnologia a Serviço da Moda
Startups como a italiana Reflaunt e a californiana Zylk estão criando fibras a partir de resíduos de algodão e técnicas de tingimento a seco. Na última edição da semana de moda de Milão, a grife Gucci apresentou uma coleção cápsula 100% reciclada, com etiquetas que contam a história de cada peça via QR Code. ‘É um exercício de transparência’, diz o diretor criativo da Gucci, Alessandro Michele, em entrevista ao Vogue Business.
O Papel das Redes Sociais
Influenciadores como a alemã Leni Klum e a brasileira digital influencer Camila Coutinho estão usando suas plataformas para questionar as práticas das grandes marcas. A hashtag #SlowFashion já acumula mais de 20 milhões de menções no Instagram. A cobrança pública já surte efeito: a Zara anunciou que até 2025 todo o seu denim será produzido com algodão orgânico ou reciclado.
O Futuro é Circular
Além da produção, o consumo também muda. O aluguel de roupas, as feiras de troca e a reparação de peças ganham força. A plataforma brasileira ‘Repassa’ cresceu 300% em 2025. ‘A economia circular não é só uma tendência, é uma necessidade. O planeta não suporta mais o modelo fast fashion’, dispara a ativista Greta Thunberg, que recentemente lançou uma linha de roupas com a grife dinamarquesa Ganni.
