Nova ferramenta usa aprendizado profundo para analisar dados genômicos e imagens médicas
Um sistema de inteligência artificial desenvolvido pela startup GenomaTech em parceria com o Hospital das Clínicas de São Paulo está mudando a forma como doenças raras são diagnosticadas no Brasil. A tecnologia, baseada em redes neurais profundas, analisa exames genômicos e imagens de ressonância magnética em minutos, reduzindo de anos para horas o tempo de diagnóstico de condições como Síndrome de Ehlers-Danlos e Fibrose Cística.
O projeto, liderado pela geneticista Dra. Carla Mendes, utiliza um banco de dados com mais de 10 mil casos clínicos para treinar o algoritmo. Conseguimos identificar padrões que seriam imperceptíveis ao olho humano,
afirmou a pesquisadora. Em testes, a IA alcançou 95% de precisão, superando a média de 70% dos métodos tradicionais.
O Ministério da Saúde já estuda ampliar o uso da ferramenta para outras unidades da rede pública, visando reduzir o custo de diagnósticos tardios. A Anvisa aprovou o uso emergencial do sistema, que deve estar disponível em 30 hospitais até o final do ano.
Críticos apontam desafios éticos, como a privacidade dos dados genéticos e o risco de viés algorítmico, mas a equipe garante que todos os dados são anonimizados e o código é auditado por um comitê independente.
