Inovação tecnológica promete acelerar diagnósticos
Uma equipe de cientistas do MIT e da Universidade de Harvard anunciou hoje o desenvolvimento de uma inteligência artificial generativa capaz de diagnosticar doenças raras com 99% de precisão. O modelo, chamado MedGenX, foi treinado com milhões de imagens médicas e registros de pacientes, superando métodos tradicionais em velocidade e acurácia.
De acordo com o Dr. Carlos Mendes, líder do projeto, a IA pode analisar tomografias, ressonâncias magnéticas e raios-X em menos de 10 segundos. “Isso representa um avanço significativo para hospitais públicos e regiões carentes, onde especialistas são escassos”, afirmou. A ferramenta já foi testada em 10 mil casos no Hospital das Clínicas de São Paulo, com resultados promissores.
A tecnologia utiliza uma arquitetura de transformers similar ao ChatGPT, mas adaptada para imagens tridimensionais. O próximo passo é integrar o sistema a prontuários eletrônicos, permitindo diagnósticos em tempo real durante consultas.
Especialistas alertam, no entanto, para questões éticas e regulatórias. “Precisamos garantir que a IA não substitua o julgamento clínico, mas sim auxilie”, disse a bioeticista Ana Paula Souza. A ANVISA já iniciou a avaliação para aprovação do uso clínico no Brasil.
A startup GenHealth, parceira do projeto, planeja lançar uma versão comercial no próximo ano. Enquanto isso, o código-fonte do modelo será disponibilizado para pesquisadores em todo o mundo.
