Em um laboratório da Universidade de Stanford, uma equipe de físicos conseguiu manter um estado de emaranhamento quântico por mais de 10 segundos, um recorde mundial que pode acelerar o desenvolvimento de computadores quânticos práticos. O experimento, publicado na revista Nature, utiliza átomos de rubídio ultracold e lasers de alta precisão para estabilizar os qubits, as unidades básicas da informação quântica.
Este avanço é crucial porque a fragilidade do emaranhamento é um dos maiores obstáculos para a computação quântica em larga escala. Com maior estabilidade, os qubits podem realizar cálculos complexos sem erros, abrindo portas para simulações de moléculas, otimização logística e criptografia inquebrável.
O líder da pesquisa, a professora Maria Chen, afirma que o próximo passo é escalar o sistema para centenas de qubits, mantendo a mesma coerência. Se bem-sucedido, poderemos ver os primeiros computadores quânticos comerciais na próxima década, impactando áreas como medicina, finanças e inteligência artificial.
Empresas como IBM, Google e Rigetti já investem bilhões nesse campo, mas a abordagem de Stanford, baseada em átomos neutros, oferece uma alternativa promissora aos atuais designs de supercondutores e íons aprisionados. A comunidade científica aguarda ansiosamente os desdobramentos deste experimento.
