O avanço da moda sustentável no Brasil
O setor de moda sustentável registrou um aumento de 30% nas vendas em 2025, impulsionado por uma geração mais consciente. Marcas como Renner, Farm e Osklen lançaram coleções com tecidos reciclados e certificações socioambientais. O movimento, que começou como nicho, agora ganha força nas grandes vitrines.
De acordo com a consultoria McKinsey, os consumidores estão dispostos a pagar até 25% a mais por produtos com apelo sustentável. A ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) prevê que, até 2030, 40% da produção nacional será verde.
Iniciativas e desafios
A estilista Marta Matos, referência em upcycling, criou uma parceria com a Petrobras para transformar resíduos de poliéster em novas fibras. Já a Fundação Getulio Vargas (FGV) lançou um curso de gestão de moda circular.
No entanto, o custo ainda é barreira: peças sustentáveis chegam a ser 50% mais caras. A especialista Camila Farani defende incentivos fiscais para reduzir preços e ampliar acesso.
O papel do consumidor
Redes sociais têm papel crucial. Influenciadoras como Nina Muniz e Breno Drolshagen usam seus perfis para ensinar práticas de consumo consciente, como brechós e aluguel de roupas. O aplicativo Enjoei viu seu movimento crescer 45% no segmento de moda.
A expectativa é que a próxima edição da SPFW (São Paulo Fashion Week) tenha 60% das coleções com critérios sustentáveis, segundo a organização.
