A moda sustentável deixou de ser uma tendência passageira e se consolidou como o pilar central das coleções outono-inverno 2026. Durante a Semana de Moda de Paris, realizada em julho, grifes icônicas como Chanel, Stella McCartney, Louis Vuitton e Balenciaga apresentaram peças confeccionadas com tecidos inovadores, como o couro de cogumelo (Mylo) e o poliéster reciclado de garrafas PET. A estilista Stella McCartney, defensora da moda ética há décadas, destacou-se ao lançar uma linha de vestidos feitos de algodão orgânico tingido com corantes naturais, enquanto a Chanel apostou em jaquetas de tweed produzido com lã reciclada. A mudança é impulsionada por consumidores cada vez mais conscientes, que cobram transparência das marcas. Dados do relatório Fashion Revolution indicam que 67% dos jovens europeus preferem comprar de empresas com práticas sustentáveis. O evento também contou com a participação da ativista Greta Thunberg, que fez um discurso sobre a urgência de reduzir o desperdício têxtil. A tendência promete redefinir o mercado global, com projeções de crescimento de 12% ao ano no setor de moda sustentável até 2030.
Tecidos do Futuro: A Revolução Sustentável que Invade as Passarelas de Paris
