Em um movimento que redefine os padrões de elegância, a moda de luxo global está virando a página do desperdício para abraçar a sustentabilidade. A tendência, que ganhou corpo nas últimas semanas com o lançamento de coleções cápsula de algodão orgânico e seda vegan, coloca o meio ambiente no centro do processo criativo.
Grifes aderem ao upcycling
Stella McCartney, pioneira do movimento, apresentou um desfile inteiramente baseado em materiais reciclados. ‘Não há mais desculpas para não sermos éticos’, afirmou a estilista, que viu suas vendas crescerem 30% na última temporada. A marca italiana Gucci, sob a direção criativa de Sabato De Sarno, também anunciou que 60% de sua produção até 2026 utilizará tecidos biodegradáveis.
Pressão do consumidor
A mudança não é apenas ideológica. Uma pesquisa da McKinsey revela que 67% dos consumidores de alto poder aquisitivo consideram a sustentabilidade um fator crucial na compra de roupas de grife. ‘Queremos beleza, mas não às custas do planeta’, diz a influenciadora digital Camila Coelho, que recentemente lançou uma collab com a Renner focada em materiais orgânicos.
O futuro é circular
A Semana de Moda de Paris, que terminou no último domingo, teve seu menor índice de desperdício têxtil da história, graças à parceria com a startup de reciclagem Re-Fashion. O CEO da Federação Francesa da Alta Costura, Pascal Morand, declarou: ‘Estamos escrevendo um novo capítulo para a moda, onde o luxo e a responsabilidade caminham juntos.’
