SÃO FRANCISCO – Em um avanço que mistura ficção científica e realidade, a startup californiana HyperDrive Robotics revelou nesta terça-feira um robô humanoide capaz de dirigir carros convencionais sem qualquer adaptação. O protótipo, chamado NeoDriver, usa câmeras, sensores LIDAR e algoritmos de aprendizado profundo para operar pedais, volante e câmbio com precisão sobre-humana.
O anúncio, feito no TechFest 2026 em San Jose, atraiu a atenção de gigantes do setor como Tesla, Waymo e Uber, que já demonstraram interesse em parcerias. A empresa planeja iniciar testes em vias públicas no próximo ano, com foco inicial em frotas comerciais e serviços de táxi autônomo.
“Nosso objetivo é oferecer uma solução universal para veículos existentes, sem a necessidade de investir em carros elétricos ou infraestrutura especial”, explica a CEO da HyperDrive, Dra. Elena Vasquez, ex-pesquisadora do MIT. “Isso pode democratizar a mobilidade autônoma, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.”
O robô tem 1,80 metro de altura, pesa 80 kg e se conecta ao veículo através de um sistema de fixação magnética. Ele é controlado por um processador neuromórfico que simula o funcionamento do cérebro humano, permitindo tomada de decisão em milissegundos. Em testes de laboratório, o NeoDriver completou circuitos urbanos com obstáculos, pedestres e condições climáticas adversas sem falhas.
Especialistas em ética e segurança, no entanto, levantam questões sobre responsabilidade em caso de acidentes e a possibilidade de hackers assumirem o controle do robô. “A tecnologia é impressionante, mas precisamos de regulamentação clara antes de qualquer implantação em massa”, alerta a professora Maria Chen, da Universidade de Stanford.
Enquanto isso, a HyperDrive já trabalha em uma versão doméstica do robô, com preço estimado em US$ 50 mil, e planeja lançar um aplicativo para controlar o robô remotamente via smartphone. A corrida pela mobilidade autônoma nunca foi tão humana — ou tão robótica.
