A moda sustentável ganhou um novo impulso em junho de 2026 com a conclusão de uma pesquisa inovadora sobre algodão orgânico. Realizada pela Embrapa em parceria com a Universidade de São Paulo, o estudo reduziu em 50% o consumo de água no cultivo, sem uso de pesticidas. A fibra resultante, mais resistente e tingível com corantes naturais, já atrai grifes como Stella McCartney e Patagonia.
O projeto começou em 2022 e envolveu agricultores familiares do sertão nordestino. A técnica utiliza microrganismos do solo para potencializar a absorção de nutrientes, eliminando fertilizantes sintéticos. A estilista Luedji Luna, da grife AfroChic, incorporou o tecido em sua coleção de inverno, exibida na São Paulo Fashion Week 2026.
A iniciativa também reduz emissões de carbono em 30% comparado ao algodão tradicional. Empresas como Renner e C&A já anunciaram parcerias para usar a fibra em linhas cápsula a partir de 2027. O governo federal estuda isenções fiscais para produtores que adotarem a técnica, visando fortalecer a bioeconomia.
