Uma Nova Era de Expressão
A 36ª Bienal de Artes de São Paulo, que abre suas portas em setembro de 2026, promete ser um marco na história da arte contemporânea. Com curadoria de Ana Paula Cohen e Marcelo Campos, o evento reúne 120 artistas de 40 países, transformando o Pavilhão Ciccillo Matarazzo em um laboratório de experimentações sensoriais. O tema deste ano, “Fronteiras Flexíveis”, explora as linhas tênues entre o físico e o virtual, o orgânico e o artificial, e o individual e o coletivo.
Destaques da Programação
Entre as obras mais aguardadas está a instalação “Floresta de Dados”, da artista brasileira Lais Myrrha, que combina esculturas de árvores feitas de fibra óptica com sensores de movimento. Já o japonês Ryoji Ikeda apresenta “Data Scan”, uma imersão audiovisual que transforma dados do metrô de São Paulo em partituras visuais. A dupla sul-africana Invernomuto, composta por Jim C. Ntita e Bertoni Ntita, traz a videoinstalação “Sangue e Memória”, que revisita a história do colonialismo por meio de imagens de arquivo e performances ao vivo.
Arte e Sustentabilidade
Um dos eixos centrais da Bienal é a sustentabilidade. A artista finlandesa Eija-Liisa Ahtila apresenta “A Grande Água”, um vídeo em 360 graus que documenta o derretimento das geleiras na Islândia. A obra é acompanhada por uma plataforma interativa onde o público pode simular os efeitos do aquecimento global. Além disso, a mostra “Territórios em Trânsito” reúne trabalhos de povos originários do Brasil, da Austrália e do Canadá, incluindo as pinturas digitais do coletivo MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin).
A Experiência do Visitante
Pela primeira vez, a Bienal terá um aplicativo de realidade aumentada que permite aos visitantes expandir as obras expostas, revelando camadas ocultas de significado. O app, desenvolvido em parceria com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), será gratuito e estará disponível para dispositivos móveis. “Queremos que o público não apenas veja, mas participe ativamente da criação de sentido”, afirma a curadora Ana Paula Cohen.
Programação Paralela
Além das exposições principais, a Bienal oferece uma extensa programação paralela, incluindo debates com artistas, oficinas de arte urbana com Nuno Ramos e performances ao vivo de Marina Abramović. Haverá também uma mostra de cinema dedicada a cineastas experimentais, com destaque para a obra de Maya Deren e Glauber Rocha.
Visitação e Ingressos
A Bienal fica em cartaz até dezembro de 2026, com entrada gratuita aos domingos e ingressos a partir de R$ 30 nos demais dias. O evento é realizado pela Fundação Bienal de São Paulo e tem patrocínio da Petrobras, do Banco Itaú e do Google Arts & Culture.
