Uma nova onda de artistas brasileiros está transformando galerias em espaços de experiência sensorial. A exposição ‘Sentir para Crer’, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no Rio de Janeiro, apresenta instalações interativas que utilizam tecnologia, som e texturas para envolver o visitante em uma jornada imersiva. A mostra, que fica aberta até agosto de 2026, reúne trabalhos de nomes consagrados como Vik Muniz e Adriana Varejão, além de novos talentos como a paulista Lúcia Koch, conhecida por suas obras com luz e espaço.
Uma das peças centrais é ‘Tangível’, de Muniz, onde o espectador pode tocar em superfícies que reagem com cores e sons. ‘A ideia é romper a distância tradicional entre obra e público’, explica o artista. Já Varejão apresenta ‘Jardim das Delícias’, uma instalação que combina cerâmica e projeções em 3D, criando um ambiente que transforma a percepção do real. As obras foram criadas especialmente para a exposição, que também conta com curadoria de Paulo Herkenhoff.
A iniciativa reflete uma tendência global de arte participativa, mas com uma identidade brasileira forte, misturando referências culturais e questões sociais. ‘É uma forma de democratizar o acesso à arte e provocar reflexões sobre corpo, memória e tecnologia’, afirma Lúcia Koch. A exposição tem entrada gratuita e oferece visitas guiadas para deficientes visuais, integrando ainda mais diferentes públicos.
