Chip neuromórfico: um salto quântico na computação
Pesquisadores do MIT anunciaram hoje a criação de um chip que imita o funcionamento dos neurônios humanos, marcando um avanço significativo na computação neuromórfica. O dispositivo, batizado de NeuroCore, é capaz de processar informações de forma semelhante ao cérebro, utilizando pulsos elétricos em vez de sinais digitais contínuos.
Segundo o líder do projeto, Dr. Alan Turing Jr., o chip consome apenas 10 nanowatts por operação, o que representa uma eficiência energética mil vezes maior que os processadores convencionais. “Isso abre portas para aplicações em inteligência artificial, robótica e dispositivos médicos”, afirmou.
A equipe do Laboratório de Computação Quântica e Neuromórfica do MIT testou o NeuroCore em tarefas de reconhecimento de padrões e aprendizado de máquina. Os resultados mostraram uma taxa de acerto de 98% na identificação de imagens, superando os 95% alcançados por sistemas tradicionais.
O chip utiliza uma arquitetura baseada em sinapses artificiais feitas de materiais como o dissulfeto de molibdênio, que permite a reconfiguração dinâmica das conexões. “É como se o chip aprendesse e se adaptasse em tempo real”, explicou a coautora do estudo, Prof. Maria Silva.
Impactos potenciais incluem avanços em veículos autônomos, assistentes virtuais e próteses neurais. A pesquisa foi publicada na revista Nature Electronics e recebeu financiamento da DARPA.
