Nova York, julho de 2026
A Semana de Moda de Nova York testemunhou uma virada histórica nesta temporada. Pela primeira vez, uma coleção inteira foi co-criada por um algoritmo de inteligência artificial, desenvolvido pela OpenStyle AI, em parceria com a grife Balenciaga. O resultado: peças que desafiam a geometria tradicional, com cortes gerados por redes neurais e tecidos inteligentes que mudam de cor conforme o movimento.
O estilista Demna Gvasalia, diretor criativo da Balenciaga, afirmou que a colaboração não substitui o talento humano, mas amplia as possibilidades. “A IA nos deu 500 variações de um mesmo vestido em segundos. Escolhi três. É como ter um exército de assistentes que nunca dormem”, disse em entrevista exclusiva.
A tecnologia utilizada é o Generative Design 2.0, que analisou 10 mil imagens de arquivos de moda dos últimos 50 anos, combinadas com dados de tendências de rua capturadas por câmeras em Tóquio, Milão e Lagos. O resultado são estampas que mesclam referências étnicas com padrões cibernéticos.
Críticos apontam riscos: a homogeneização do estilo e o fim da “imperfeição humana”. Mas a curadora do Metropolitan Museum of Art, Ana Wintour, rebate: “Moda sempre foi sobre inovação. A renda feita à mão e o bordado computadorizado podem coexistir”.
Enquanto isso, startups como a StyleGAN já vendem algoritmos para pequenos ateliês, prometendo democratizar o design. A polêmica está lançada: até onde a IA pode ir na moda sem perder a alma?
