Moda sustentável rouba a cena no Met Gala 2026
No Met Gala 2026, realizado no Metropolitan Museum of Art em Nova York no dia 7 de junho, a estilista brasileira Marina Ruy Barbosa apresentou um vestido feito de fibra de bananeira e retalhos de coleções anteriores. A peça, intitulada ‘Renascença Tropical’, foi usada pela atriz e ativista ambiental Bruna Marquezine. O look chamou atenção pela combinação de cores vibrantes e recortes assimétricos, além de carregar um forte apelo ecológico, alinhado ao tema desta edição: ‘Moda: Passado, Presente e Futuro’. A escolha de materiais reciclados e de origem sustentável reforça o movimento crescente na indústria fashion por práticas mais conscientes, especialmente em eventos de alto perfil como o Met Gala.
Marina Ruy Barbosa, que já vestiu celebridades como Anitta e Gisele Bündchen, explicou em entrevista que a peça levou três meses para ser confeccionada por uma equipe de artesãos do interior de São Paulo. ‘Quis mostrar que a moda brasileira pode ser inovadora e responsável ao mesmo tempo’, disse. O vestido também contava com detalhes de upcycling de roupas vintage do acervo pessoal de Bruna Marquezine. A presença de ativistas e designers focados em sustentabilidade foi um dos pontos altos do evento, que tradicionalmente dita tendências mundiais. Especialistas apontam que o Met Gala 2026 deve impulsionar ainda mais a procura por tecidos biodegradáveis e processos de produção éticos.
A cobertura do evento destacou também outras personalidades que aderiram à moda sustentável, como a atriz Emma Watson, que usou um smoking de algodão orgânico, e o estilista Virgil Abloh (em sua última aparição póstuma no evento), com uma criação em couro vegetal. A repercussão nas redes sociais foi imediata: a hashtag #SustentabilidadenaModa alcançou mais de 2 milhões de menções no Instagram e Twitter. Para a indústria, o Met Gala deste ano serviu como um divisor de águas, sinalizando que o luxo e a consciência ambiental podem caminhar juntos.
