Moda circular ganha força no mercado de luxo
Em junho de 2026, a moda sustentável deixou de ser nicho para se tornar protagonista. Grandes marcas como Stella McCartney, Gucci e Prada anunciaram parcerias com startups de reciclagem têxtil, enquanto a LVMH lançou um fundo de €200 milhões para inovação circular. O movimento, batizado de ‘Luxo Regenerativo’, promete transformar a indústria.
O Pitti Uomo 2026, realizado em Florença, dedicou um pavilhão inteiro à economia circular. Designers como Iris van Herpen e Marine Serre apresentaram coleções feitas com resíduos têxteis e fibras biodegradáveis. A consultoria McKinsey estima que o mercado de moda circular movimentará US$ 150 bilhões até 2030.
No Brasil, o Fashion Revolution e a ABVTEX lançaram um selo de certificação para marcas que adotam práticas circulares. A São Paulo Fashion Week de julho terá desfiles exclusivamente com materiais reciclados. Especialistas apontam que a tecnologia blockchain será usada para rastrear a origem dos tecidos.
Consumidores também estão mais conscientes: uma pesquisa da Boston Consulting Group revela que 73% dos millennials preferem marcas com compromisso ambiental. A tendência é que o ‘aluguel de roupas’ e o ‘resale’ cresçam 40% ao ano, impulsionados por plataformas como Rent the Runway e Vestiaire Collective.
