Artistas lançam coletivo inovador em São Paulo
Um grupo de artistas independentes acaba de anunciar a formação de um novo coletivo, denominado “Fronteiras Invisíveis”, que promete revolucionar a cena contemporânea. A estreia acontecerá no próximo mês, no Centro Cultural São Paulo, com uma instalação interativa que questiona os limites entre realidade virtual e percepção humana. A performance, intitulada “Além do Olhar”, utilizará sensores de movimento e projeções mapeadas para criar uma experiência imersiva. Os artistas envolvidos vêm de áreas como pintura, escultura e novas mídias, e buscam, com o projeto, ampliar o debate sobre o papel da arte na era digital. A curadoria é de Ana Luísa Mendes, crítica de arte conhecida por seu trabalho com coletivos periféricos.
“Queremos que o público não apenas veja, mas sinta a arte”, afirma Carlos Souza, um dos fundadores. O evento contará com a participação de 12 artistas, incluindo a renomada vídeo-artista Mariana Torres, que recentemente expôs em Berlim. A entrada será gratuita, mas com limitação de público devido à pandemia. A organização reforça a necessidade de uso de máscaras e distanciamento. Além disso, haverá debates online após a performance, com artistas convidados discutindo sobre democratização da cultura.
A iniciativa surge em um momento de reabertura gradual dos espaços culturais em São Paulo, mas ainda sob restrições. O coletivo espera atrair um público diverso, desde jovens até especialistas em arte. Patrocinado pela Fundação Cultural do Estado, o projeto também prevê oficinas gratuitas em comunidades da periferia. “A arte deve ser acessível a todos”, destaca Mendes. A expectativa é que a mostra itinerante percorra outras capitais brasileiras em 2027.
