A Revolução Silenciosa no Armário
Em junho de 2026, a moda sustentável deixou de ser nicho e tornou-se o centro das passarelas. A Semana de Moda de Paris testemunhou um desfile histórico da Gucci, que apresentou sua primeira coleção 100% circular, com peças feitas de materiais reciclados e biodegradáveis. A estrela do evento foi a supermodelo Gisele Bündchen, embaixadora da iniciativa, que desfilou um vestido confeccionado a partir de redes de pesca descartadas.
A Stella McCartney, pioneira no movimento, lançou um programa de aluguel de roupas de luxo, permitindo que clientes assinem peças sazonais. A marca também fechou parceria com a Fundação Ellen MacArthur para acelerar a economia circular. Dados recentes mostram que 73% dos millennials preferem marcas que adotam práticas sustentáveis, pressionando gigantes como Zara e H&M a reformularem suas cadeias de produção.
A inovação tecnológica também marca presença: a startup Pangaia desenvolveu tecidos inteligentes que se decompõem em 90 dias. Já a Louis Vuitton investiu em blockchain para rastrear a origem de cada peça. Especialistas preveem que, até 2030, o mercado de moda circular movimentará US$ 700 bilhões.
Mas o caminho não é livre de desafios. Críticos apontam o greenwashing e a dificuldade de escalar processos. A ativista Vandana Shiva alerta: “Sustentabilidade não é apenas material, mas justiça social e trabalhista”.
