Moda Sustentável Ganha Força no Brasil
Em julho de 2026, a moda brasileira vive um momento de transformação profunda. Cada vez mais estilistas abandonam o modelo fast fashion para abraçar práticas éticas e sustentáveis. A semana de moda de São Paulo, que aconteceu no início do mês, foi palco de coleções que aliam tecnologia, artesanato local e materiais reciclados.
O estilista carioca João Pedro Santos apresentou uma linha inteira feita de fibras de bananeira e algodão orgânico certificado. ‘Queremos mostrar que luxo e responsabilidade ambiental podem caminhar juntos’, afirmou. Já a marca paulistana EcoChic, liderada pela designer Maria Fernanda Oliveira, lançou uma coleção cápsula com tingimento natural à base de urucum e jenipapo.
A tendência não se restringe às passarelas. Grandes varejistas como a Renner e a C&A ampliaram seus selos de moda sustentável, enquanto brechós online como Repassa e Enjoei registram crescimento de 40% nas vendas em relação ao ano anterior. Especialistas apontam que o consumidor brasileiro está mais consciente e busca transparência nas cadeias produtivas.
Eventos como o Fashion Revolution Week, realizado em abril, mobilizaram ativistas e marcas para discutir condições de trabalho justas. A influenciadora digital Ana Luiza Torres, com mais de 5 milhões de seguidores, lançou uma campanha de doação de roupas em parceria com o Instituto Moda Solidária.
Apesar dos avanços, desafios persistem. O alto custo dos materiais sustentáveis e a falta de incentivos fiscais ainda freiam pequenos produtores. No entanto, a adesão de grandes nomes e a pressão do mercado internacional sinalizam que a moda ética veio para ficar no Brasil.
