Computação Quântica Dá Salto Gigante com Chip de Silício
Em um marco histórico para a computação quântica, uma equipe liderada por cientistas do Google AI e da ETH Zurique anunciou a criação de um processador de 100 qubits baseado em silício que supera pela primeira vez um computador clássico em uma tarefa específica. O chip, batizado de Sylva-100, utiliza pontos quânticos em silício e incorpora correção de erros automatizada, um dos maiores desafios da área.
O experimento, publicado na revista Nature, demonstrou que o Sylva-100 resolveu um problema de amostragem de circuitos aleatórios em 200 segundos, enquanto o supercomputador Summit, do Oak Ridge National Laboratory, levaria cerca de 10.000 anos. A conquista foi possível graças a um novo método de fabricação que permitiu o alinhamento preciso dos qubits e a implementação de códigos corretores de erro em tempo real.
“Estamos entrando em uma nova era”, afirmou o Dr. Hari S. Naik, líder da pesquisa no Google AI. “Pela primeira vez, um computador quântico de silício demonstra vantagem clara sobre máquinas clássicas, e com correção de erros integrada, as aplicações práticas em química, criptografia e inteligência artificial estão mais próximas.”
O próximo passo da equipe é escalar o sistema para 1.000 qubits dentro de três anos, com financiamento do programa Quantum Supremacy II do governo dos EUA. A concorrência é intensa, com projetos similares da IBM (chip Condor) e da startup canadense Xanadu, que utiliza fótons.
Especialistas comemoram, mas alertam: a vantagem quântica ainda é limitada a problemas específicos, e a computação clássica continua evoluindo. No entanto, o salto com silício — material barato e abundante — promete democratizar o acesso à tecnologia.
