A Revolução Silenciosa nos Ateliês
Enquanto as grandes marcas olham para as passarelas, uma vertente da moda redesenha o futuro a partir do lixo. Em São Paulo, o coletivo Fibra Urbana lançou nesta terça-feira a coleção Reverso, inteiramente composta por resíduos têxteis descartados por indústrias do polo de Americana. São 47 peças que vão de vestidos a casacos, tingidos com corantes naturais extraídos de cascas de frutas e legumes.
Designers como Agentes de Mudança
Nomes como Mariana Santos e João Pedro Lima lideram o movimento. Mariana, formada pela Faculdade de Moda do Senac, afirma: “A sustentabilidade não é mais um nicho; é a única saída”. Já João Pedro, curador da Semana de Moda Sustentável de Curitiba, aponta que a demanda por roupas éticas cresceu 300% nos últimos dois anos.
Luxo e Consciência Andam Juntos
Materiais como fibra de bambu, algodão orgânico certificado e poliéster reciclado de garrafas PET ganham status de luxo. A marca Verde Moda, fundada pela estilista Clara Oliveira, fechou parceria com a ONG Recicla Brasil para criar uma linha cápsula que reverte 5% do lucro para cooperativas de catadores.
O Mercado Responde
Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) indicam que o segmento sustentável cresceu 25% em 2025, gerando mais de 10 mil empregos diretos. A expectativa é que, em 2026, a moda ecológica represente 30% do mercado nacional.
