Moda sustentável ganha força com inovação e transparência
A indústria da moda vive uma transformação silenciosa, mas profunda. Marcas de luxo e fast fashion estão adotando materiais biodegradáveis, tingimento natural e tecnologias como blockchain para rastrear a origem de cada peça. Segundo o relatório da consultoria McKinsey, 67% dos consumidores consideram a sustentabilidade um fator crucial na decisão de compra. A estilista Stella McCartney, pioneira no segmento, lançou recentemente uma coleção com couro de cogumelo, enquanto a Prada anunciou parceria com a startup italiana Renewcell para produzir tecidos a partir de resíduos têxteis.
No Brasil, a marca Osklen investe em algodão orgânico certificado e projetos de reciclagem na Amazônia. Já a Renner lançou um programa de logística reversa que já recolheu mais de 5 toneladas de roupas usadas. Especialistas apontam que a moda sustentável deixou de ser nicho e se tornou tendência irreversível, impulsionada por regulamentações europeias e pela pressão de ativistas como Greta Thunberg. A próxima fronteira é a moda regenerativa, que busca restaurar ecossistemas, como faz a marca Patagônia com suas fazendas de lã orgânica no Uruguai.
