A Revolução dos Tecidos Sustentáveis
No verão de 2026, a moda sustentável deixou de ser tendência para se tornar prioridade. Em Milão, a grife GreenEthic apresentou sua coleção ‘Raízes do Amanhã’, com peças feitas 100% de algodão orgânico tingido com corantes naturais. A estilista italiana Sofia Rossi, conhecida por seu ativismo ambiental, declarou: ‘Não há mais espaço para fast fashion. O futuro é circular.’
No Brasil, a marca paulistana EcoChic surpreendeu com uma linha de biquínis feitos de redes de pesca recicladas. A iniciativa, em parceria com a ONG Oceano Limpo, já retirou mais de 5 toneladas de plástico do mar. ‘Queremos provar que estilo e sustentabilidade andam juntos’, afirmou o fundador Carlos Mendes.
A semana de moda de Paris também aderiu à causa. A lendária maison Laroche investiu em tecidos biodegradáveis e processos de upcycling. O desfile ‘Novos Tempos’ trouxe vestidos confeccionados a partir de retalhos de coleções passadas. ‘A moda precisa se reinventar para sobreviver’, disse o diretor criativo Jean-Pierre Dubois.
O Papel dos Consumidores
A mudança não está apenas nas passarelas. Pesquisa da consultoria Fashion Forward revela que 78% dos consumidores brasileiros preferem marcas com práticas sustentáveis. A influenciadora digital Marina Lima, do blog ‘Moda Consciente’, incentiva seus seguidores a optar por brechós e aluguel de roupas. ‘Cada escolha importa’, afirma.
Em São Paulo, a feira ‘Moda Circular’ reuniu mais de 50 expositores com foco em economia compartilhada. Entre eles, a plataforma de aluguel de vestidos de festa ‘Closet Compartilhado’, que cresceu 200% em 2025. ‘A ideia é democratizar o acesso à moda de qualidade sem gerar desperdício’, explicou a CEO Ana Clara Torres.
Desafios e Oportunidades
Apesar dos avanços, especialistas apontam desafios. O custo ainda elevado dos tecidos sustentáveis e a falta de regulamentação são barreiras. ‘Precisamos de políticas públicas que incentivem a produção limpa’, defende a economista ambiental Laura Vieira. Mesmo assim, a expectativa é otimista. O mercado global de moda sustentável deve crescer 15% ao ano até 2030, segundo a consultoria McKinsey.
Com a aproximação da COP30 em Belém, a indústria da moda busca se alinhar às metas climáticas. ‘Estamos em um ponto de virada’, conclui Sofia Rossi. ‘A moda pode ser bela e ética ao mesmo tempo.’
