Artistas brasileiros exploram novos horizontes
Uma exposição coletiva inédita, intitulada ‘Futuros Imaginados’, reúne 12 artistas brasileiros de diferentes gerações para investigar as relações entre arte, tecnologia e sociedade. A mostra, que abre no próximo sábado no Museu de Arte Moderna de São Paulo, apresenta obras que vão desde instalações interativas até pinturas digitais, todas desenvolvidas em parceria com inteligências artificiais generativas.
Entre os participantes estão nomes consagrados como Adriana Varejão, Vik Muniz e Arjan Martins, além de jovens promessas como Jaqueline Ebrahim e Maxwell Alexandre. Cada artista foi convidado a colaborar com um sistema de IA treinado com seus próprios arquivos e referências. O resultado surpreende: as obras não delegam a criação à máquina, mas a usam como ferramenta para expandir possibilidades estéticas.
“A IA não substitui o olhar do artista, mas oferece um espelho deformado que provoca novas perguntas”, explica o curador Raphael Fonseca, do MASP. Ele destaca a obra de Varejão, que recria azulejos portugueses com padrões gerados por rede neural, e a série de Muniz, que transforma selfies em mosaicos digitais em tempo real.
A exposição também conta com uma seção dedicada a registros históricos, mostrando como artistas do passado, como Tarsila do Amaral e Hélio Oiticica, já antecipavam questões hoje centrais no debate sobre tecnologia. “Eles imaginavam futuros que agora estamos vivendo”, diz Fonseca.
‘Futuros Imaginados’ fica em cartaz até 30 de setembro, com entrada gratuita às quartas-feiras. Uma série de debates e oficinas sobre arte e IA ocorrerá aos sábados, com transmissão ao vivo pelo YouTube do museu.
