Uma equipe de cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) anunciou a criação de um chip biológico capaz de realizar operações quânticas utilizando moléculas de DNA. Publicado na revista Nature nesta quarta-feira (12), o estudo demonstra pela primeira vez que é possível alcançar coerência quântica em estruturas orgânicas em temperatura ambiente.
O dispositivo, apelidado de ‘BioQ’, utiliza nucleotídeos modificados para armazenar e processar informações quânticas. Segundo o Dr. Alex Chen, líder da pesquisa, ‘ao contrário dos qubits supercondutores, que precisam de resfriamento extremo, nosso biochip opera em 25°C, o que reduz drasticamente os custos e facilita a integração com dispositivos convencionais.’
Os testes iniciais mostraram que o BioQ consegue realizar cálculos quânticos básicos com taxa de erro inferior a 0,1%, comparável aos chips de silício atuais. A equipe planeja agora escalar o sistema para 50 qubits biológicos em até dois anos, com apoio da Google e da DARPA.
Especialistas veem o avanço como um divisor de águas. ‘É a primeira evidência sólida de que computação quântica pode sair do laboratório para aplicações práticas sem depender de hélio líquido’, afirmou a Dra. Maria González, da Universidade de Stanford. O maior desafio, porém, será a estabilidade a longo prazo das moléculas de DNA.
Inicialmente, o biochip será aplicado em simulações moleculares complexas, como no desenvolvimento de novos medicamentos. A IBM já demonstrou interesse em licenciar a tecnologia. O próximo passo é a criação de uma startup spin-off, prevista para o final de 2026, com sede no Silicon Valley.
