Cientistas criam transistor flexível que se decompõe em 30 dias
Pesquisadores da Universidade de Stanford, liderados pela professora Ana Martinez, anunciaram a criação do primeiro transistor orgânico totalmente biodegradável. O dispositivo, feito de materiais como celulose e queratina, pode revolucionar a indústria eletrônica ao permitir a produção de dispositivos que se decompõem naturalmente após o descarte.
O transistor foi testado em condições simuladas de aterro sanitário e se degradou completamente em 30 dias, sem deixar resíduos tóxicos. “É um passo crucial para reduzir o lixo eletrônico, que já ultrapassa 50 milhões de toneladas por ano”, afirma Martinez. A equipe também demonstrou que o chip pode ser usado em sensores médicos implantáveis, que se dissolvem no corpo após cumprir sua função.
O próximo desafio é escalar a produção e integrar o material a circuitos mais complexos. A pesquisa foi publicada na revista Nature Electronics e recebeu financiamento da Google e da Apple. Empresas como Samsung e Intel já demonstraram interesse em parcerias.
Segundo o especialista Carlos Mendes, do MIT, “a tecnologia pode estar disponível no mercado em 5 anos, inicialmente em dispositivos descartáveis, como etiquetas inteligentes”. O estudo também abre portas para a criação de computadores que “compostam” após a obsolescência.
