Nanotecnologia redefine a neurociência
Uma equipe de cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) anunciou hoje o desenvolvimento de nanobots de grafeno capazes de reparar neurônios danificados em tempo real. Os dispositivos, com tamanho de 50 nanômetros, navegam pelo sistema nervoso central utilizando campos magnéticos controlados por inteligência artificial.
Como funciona
Cada nanobot é revestido com anticorpos específicos que se ligam a neurônios lesionados. Utilizando pulsos elétricos de baixa intensidade, eles estimulam a regeneração da bainha de mielina e reconectam sinapses rompidas. Em testes com camundongos, a recuperação de funções motoras ocorreu em 72 horas, com 98% de eficácia.
Próximos passos
A equipe liderada pela Dra. Ana Beatriz Oliveira já protocolou pedido de patente e planeja iniciar ensaios clínicos em humanos ainda em 2027. O Ministério da Ciência e Tecnologia liberou R$ 200 milhões para a fase de testes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha o projeto com potencial para revolucionar o tratamento de doenças neurodegenerativas.
