Moda inteligente chega às passarelas
A Semana de Moda de Paris de julho de 2026 testemunhou um marco histórico: a apresentação da primeira coleção inteiramente composta por tecidos inteligentes, batizada de “Cosmos Responsivo”. A estilista franco-brasileira Camille Dupont, à frente da grife NovaFibra, surpreendeu o público com peças que mudam de cor conforme a temperatura corporal e se ajustam ao movimento do usuário.
As roupas, desenvolvidas em parceria com o MIT Media Lab, utilizam microfilamentos de celulose bacteriana e sensores biodegradáveis. “Cada peça é viva, respirando com quem a veste”, explicou Dupont após o desfile. A tecnologia permite que um vestido se torne mais arejado em climas quentes ou retenha calor quando necessário, eliminando a necessidade de múltiplas camadas.
O impacto ambiental também é destaque: os tecidos são 100% compostáveis e a produção consome 80% menos água que o algodão convencional. A Organização das Nações Unidas já elogiou a iniciativa como modelo para a moda sustentável. No entanto, críticos apontam o alto custo inicial, com peças a partir de € 15.000.
Grandes varejistas como Zara e H&M anunciaram interesse em licenciar a tecnologia para linhas acessíveis até o fim de 2027. O evento contou ainda com a presença de celebridades como Zendaya e Timothée Chalamet, que já encomendaram looks personalizados.
A coleção estará em exposição no Museu do Louvre até setembro, antes de seguir para Tóquio e Nova York.
